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Olha só o que o Brasil tem para mostrar, além de lindas mulheres com o bumbum de fora. Isso é Brasil pessoal, terra do futebol, um país tropical e abençoado pela natureza com tanta beleza.

Escrito por val às 20h31
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A luta contra exploração sexual das crianças no Turismo.
http://www.ambafrance.org.br
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Escrito por val às 14h41
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A luta contra a exploração sexual das crianças no turismo
Marie-Josée Roig, ministra da Família e da Infância, e Léon Bertrand, ministro delegado para o Turismo, receberam em 9 de setembro um relatório do grupo de trabalho presidido por Carole Bouquet sobre a luta contra o turismo sexual envolvendo crianças.
O UNICEF calcula em cerca de dois a três milhões o número de crianças vítimas de abuso sexual todo ano no mundo, dentro do contexto do turismo. Para lutar contra esse fenômeno, o relatório apresenta doze propostas organizadas em torno de quatro eixos principais:
. educar e sensibilizar. A educação sexual na escola, nos ensinos fundamental e médio, será reforçada e os jovens adultos serão sensibilizados com relação ao respeito ao outro. Cursos complementares deverão também ser oferecidos no ensino superior e nos setores ligados à hotelaria e ao turismo. Por outro lado, os franceses que estiverem viajando para o exterior deverão ser sensibilizados para o problema da exploração sexual das crianças e informados dos riscos no que diz respeito à lei francesa;
. mobilizar os agentes de turismo. Os operadores de turismo poderiam participar da elaboração de uma norma de boa conduta dos turistas no exterior, em colaboração com as associações de proteção à infância. Essa norma seria publicada no Journal Officiel e seria criado um logotipo para apresentá-la ao grande público. Ela poderia ser estendida em seguida à União Européia, com vistas à harmonização entre as legislações dos diferentes países-membros. Por outro lado, os operadores poderiam criar uma marca de referência como o "Turismo que Respeita as Crianças", para que os consumidores pudessem identificar facilmente os operadores que respeitam essa norma;
. reforçar a cooperação entre os países. Os procedimentos de repressão poderiam ser reforçados através de uma maior cooperação jurídica e policial entre os países. As condenações penais para esse gênero de crime poderiam ser agravadas. Além disso, seria instaurado um plano plurianual de ações em favor da luta contra a exploração sexual das crianças, para definir melhor os objetivos a serem atingidos e tornar os resultados mais visíveis. Os países poderiam também adotar convenções bilaterais de luta contra o turismo sexual;
. instaurar um programa europeu. Uma campanha de comunicação européia poderia ser lançada, tendo como tema a luta contra a exploração sexual das crianças, apoiada por uma declaração solene de cada chefe de Estado europeu. Por outro lado, os novos países-membros deveriam ser ajudados pela União Européia a desenvolver uma política de repressão aos abusos sexuais. Um comitê de vigilância será criado em breve com o objetivo de dar prosseguimento ao debate iniciado e avaliar o impacto da Internet no turismo sexual.
Escrito por val às 14h40
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Considerações sobre o combate ao Turismo Sexual no Rio.
http://www.ibiss.com.br
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Escrito por val às 14h39
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Jornal O GLOBO
Copacabana não quer novas termas Dimmi Amora
O mercado da prostituição em Copacabana pode sofrer um novo golpe. As associações de moradores pediram à prefeitura que não conceda mais alvarás de funcionamento para casas de massagens ou termas no bairro. De acordo com os representantes dos moradores, a quantidade deste tipo de comércio só aumenta, incentivando ainda mais a indústria do sexo.
O pedido foi feito há cerca de dois meses numa reunião dos representantes com o subprefeito da região, Mário Felippo Júnior. Regina Guerra, presidente da Associação de Moradores do Posto Seis e do Arpoador (Amapsa), disse que o número de casas que incentivam a prostituição já era grande no bairro e, desde o último ano, só aumenta.
- Desta forma, o mercado do sexo acaba sendo alimentado pela prefeitura, que incentiva este tipo de comércio aqui. O número dessas casas já é grande demais. Não se pode conceder novas licenças - reclamou ela.
Repressão diminui prostituição na orla
Desde que a polícia começou o trabalho de repressão à exploração da prostituição na orla, o presidente do SOS Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, disse ter notado uma redução desse tipo de prática, que, segundo ele, incomoda muito os moradores. Desde segunda-feira, após O GLOBO mostrar que mulheres, algumas menores, estavam sendo oferecidas em catálogos para turistas, a Secretaria de Segurança Pública iniciou uma operação para reprimir a exploração da prostituição na cidade. Segundo ele, a abordagem não é mais explícita, como vinha sendo feita nos últimos anos.
- As autoridades precisam fazer um trabalho ininterrupto para que não seja mais uma vez uma ação para inglês ver - disse Magalhães.
Moradores da Avenida Atlântica disseram que a presença da polícia realmente aumentou nos últimos dias. Mas, segundo eles, o mercado do sexo nas ruas continua. O porteiro de um edifício da orla, que trabalha à noite, contou que quando policiais aparecem, as prostitutas e travestis se escondem. Logo que a polícia vai embora, reaparecem.
- Muitas vezes eles fazem sexo na rua mesmo - contou o porteiro.
Escrito por val às 14h38
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Governos federais enfrentam o Turismo Sexual infantil
http://www.scslat.org
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Escrito por val às 14h34
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| Brasil |
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Governos federais enfrentam o turismo sexual infantil
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Legenda: Arquivo Crédito: Save the Children Suecia
| Depois de realizado o seminário “Turismo sustentável e infância”, promovido pelo Instituto WCF-Brasil em associação com o Ministério do Turismo braseiro, a Organização Mundial do Turismo (OMT) e outras organizações vinculadas ao setor, o instituto foi convidado a integrar a Câmara Temática de Turismo Sustentável e Infância, a mesma que faz parte do Conselho Nacional de Turismo (CNT) e que é presidida pelo ministro Walfrido dos Mares Guia.
De caráter claramente consultivo e intersetorial, a Câmara Temática de Turismo Sustentável e Infância foi instituída para tratar de questões especificamente relacionadas à promoção do turismo sustentável e à proteção dos direitos das crianças e adolescentes, tais como a nacionalização do Código de Conduta no Turismo contra a Exploração Sexual Infantil e Juvenil (experiência apoiada pela WCF-Brasil na cidade de Natal) e a mobilização dos recursos necessários para combater o turismo sexual que afeta crianças e adolescentes.
Esforço para o futuro
A Câmara Temática de Turismo Sustentável e Infância foi institucionalizada pelo CNT para garantir a continuidade das ações propostas, independentemente das mudanças de ministros, governantes e presidente.
O Brasil atravessa um momento importante. É a primeira vez que um governo federal se preocupa com os casos de turismo sexual que afetam a infância e a adolescência brasileira, estabelecendo um plano de ações efetivas para enfrentar este fenômeno.
O que é o WCF-Brasil?
O Instituto WCF-Brasil, ala brasileira da World Childhood Foundation, criada pela Rainha Silvia da Suécia, é uma das organizações parceiras de Save the Children Suécia na América Latina. Foi fundado em 1999 e tem sua sede principal no estado de São Paulo. Assim como nossa instituição, uma de suas áreas de trabalho é pôr fim à violência exercida sobre crianças e adolescentes através da capacitação de profissionais vinculados à proteção da infância.
Além disso, se preocupa em sensibilizar a sociedade civil para o reconhecimento dos direitos da criança.
O WCF-Brasil apóia projetos em seis estados brasileiros e desenvolve ações com impacto em todo o país. Por sua parte, Save the Children Suécia, cujo escritório sub-regional se encontra localizado no estado do Rio de Janeiro, apóia e realiza investigações que compilem o combate à violência sexual e busca o desenvolvimento das técnicas de monitoramento para a criação de códigos de condutas para o turismo, com vistas a combater a exploração comercial sexual e o turismo sexual.
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Escrito por val às 14h33
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Escrito por val às 14h31
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Pesquisadora percorre pontos de prostituição de Fortaleza para desnudar universo do turismo sexual
Asas do desejo
MANUEL ALVES FILHO
A ilusão de migrar para um país desenvolvido e, com isso, ascender socialmente é uma das maiores motivações para o envolvimento de mulheres brasileiras com turistas estrangeiros que vêm ao país à procura de sexo. A conclusão faz parte de um estudo desenvolvido pela antropóloga Adriana Piscitelli, pesquisadora e coordenadora associada do Núcleo de Estudos de Gênero (Pagu) da Unicamp. A pesquisa, que se transformou em um livro em vias de ser concluído, concentrou-se na cidade de Fortaleza, capital do Ceará. O título provisório da obra, “Circuitos do desejo”, aponta, de maneira sintética, os interesses que movem esse tipo de relação. “Nesse jogo assimétrico, os desejos se cruzam. Enquanto esses homens querem sexo, as mulheres buscam uma oportunidade na vida” afirma a especialista.
A escolha de Fortaleza para a realização da pesquisa, que consumiu nove meses de trabalho de campo, não foi por acaso. A cidade é conhecida como um dos quatro centros do tráfico de mulheres no Brasil. Os outros três são os municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia. O estudo de Adriana, porém, não investigou a questão do tráfico em si. O foco do trabalho foi o turismo sexual internacional, que envolve mulheres jovens, majoritariamente na faixa dos 20 anos. Abrange, ainda, estrangeiros de diversas nacionalidades, sobretudo italianos, português, holandeses, norte-americanos e, em menor grau, ingleses, alemães e latino-americanos. Entre 1999 e 2002, a pesquisadora visitou os principais pontos de “prostituição chique” de Fortaleza, como a atividade é conhecida, e entrevistou mulheres que estabelecem relacionamentos com estrangeiros, incluindo garotas de programa e seus clientes internacionais.
Estudo vai ser transformado em livro
Durante a investigação, a coordenadora associada do Pagu levantou aspectos interessantes sobre o envolvimento das brasileiras com os turistas estrangeiros. Como já foi mencionado, elas enxergam essa relação como uma oportunidade de migrar para um país do Primeiro Mundo. De acordo com Adriana, muitas não se entendem como prostitutas. Várias não cobram para manter relações sexuais com os turistas, mas aceitam presentes deles. Assim, colocam os homens na categoria de namorados e não de clientes. Não obstante o interesse em ascender socialmente, é comum encontrar jovens que romantizam esse relacionamento. “Várias delas sonham em viajar, casar e ter filhos. Alguns se apaixonam verdadeiramente”, afirma a estudiosa.
Embora a maioria das entrevistadas estivesse na faixa dos 20 anos, a pesquisadora ouviu mulheres de diversas idades, pertencentes a diferentes classes sociais. De acordo com Adriana, algumas tinham mais 35 anos e curso superior. “Estas, embora não se prostituíssem, disseram preferir namorar turistas estrangeiros”, explica. De maneira geral, prossegue a antropóloga, as mulheres tendem a desvalorizar os homens locais. Tanto é assim, que foi possível à pesquisadora identificar durante a sua investigação uma hierarquia estabelecida pelas mulheres no que se refere à escolha dos parceiros. “Elas preferem se envolver com europeus. Na ausência destes, sugerem como opções, pela ordem, os norte-americanos, latino-americanos e brasileiros, sendo que entre estes os do Sudeste levam vantagem sobre os do Nordeste”, conta.
Isso ocorre, entre outros fatores, porque as mulheres nordestinas consideram os homens locais machistas, pouco românticos e violentos. Aos olhos delas, os turistas são mais carinhosos e generosos e menos preconceituosos. Estes, por sua vez, apreciam as brasileiras por considerarem-nas “quentes” e por causa da cor da pele, normalmente mais escura do que a das mulheres de seus respectivos países. Ao contrário da crença geral, os estrangeiros não são velhos e pobres na sua maioria, como constatou o estudo. “Há uma diversidade grande nesse sentido. Muitos deles são jovens e atraentes e vários são estudantes e profissionais liberais”, aponta Adriana. A coordenadora associada do Pagu diz que os turistas sexuais normalmente querem mulheres jovens, mas não necessariamente crianças.
Exceto os pedófilos convictos, a maior parte não quer envolvimento com menores de idade, pois isso pode acarretar sérios problemas. A estudiosa também não identificou na sua pesquisa casos envolvendo tráfico de mulheres, atividade que pressupõe o uso da violência, fraude ou coação. “As que manifestaram o desejo de migrar disseram que, se a oportunidade surgisse, o fariam voluntariamente”. No universo pesquisado pela antropóloga, todas as garotas de programa disseram conhecer pelo menos um caso bem-sucedido de mulher que foi levada para o exterior por um “namorado”. Isso, evidentemente, ajuda a alimentar o sonho de migração de muitas delas. Além disso, as que “deram certo” normalmente retornam uma ou duas vezes por ano ao Brasil, oportunidade em que exibem sinais exteriores de riqueza.
Ainda como parte da pesquisa, apoiada pela Fundação Guggenheim, Adriana viajou a Milão, na Itália, onde tomou contato com um grupo de brasileiras. Lá, de acordo com a pesquisadora, as mulheres tomam um banho de realidade. Muitas de fato se casam e levam vidas de donas de casa, condição que as italianas não querem mais assumir. Outras, entretanto, acabam abandonadas pelos “namorados” e voltam a lançar mão da prostituição como única alternativa de sobrevivência. As que se casam são “educadas” e “socializadas” pelos maridos. Estes, por sua vez, encontram nessa situação a possibilidade de reiterar um padrão de feminilidade que consideram não encontrar mais entre suas compatriotas.
De acordo com dados obtidos por Adriana junto ao Consulado Brasileiro na região de Milão, entre oito a dez mulheres recorrem semanalmente àquela repartição para solicitar documentos que permitam o casamento com italianos. O movimento, segundo os funcionários da representação diplomática, tem aumentado na mesma medida em que cresce o número de homens que viajam em férias ao Brasil. “O contrário, todavia, não ocorre. Parece que os homens têm menor valor do que as mulheres no mercado matrimonial local”, afirma a coordenadora associada do Pagu.
Escrito por val às 14h30
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Brasil na rota do Turismo Sexual de menores.
http://www2.rnw.nl
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Escrito por val às 14h28
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Desde sua criação o CECRIA enfrenta vitória e derrotas. As pesquisas realizadas pela ONG têm-se conseguido avanços com estudos confiáveis em nível nacional e internacional. O último sobre o abuso sexual de menores põe um cenário concreto sobre a questão. Mas CECRIA, assim como a sociedade brasileira, continua impossibilidade de tomar medidas concretas para reverter à situação.
O turismo sexual continua muito grave. O Brasil assume cada vez mais lugar de destaque para este tipo de prática. O país deve reconhecer isso para tomar medidas de combate que é melhorar a situação econômica da população em geral. Mulheres e crianças, elementos vulneráveis, devem ser colocados no centro do desenvolvimento sustentável. Junto com o crescimento do turismo tem vindo a violência, discriminação e a exploração sexual.
A pobreza absoluta é assim a raiz deste problema. Que se vêem atraídas por qualquer oferta que lhes permita aproveitar um pouco a vida. Ao mesmo temo a ganância do mercado que visa o lucro a qualquer preço. Onde os valores humanos senão dispersos estão ausentes. Para combater isso, o mercado tem que valorizar o ser humano. Uma fiscalização também é necessária pelos governos e mesmo medidas governamentais para reprimir o sexo turismo por se um crime. É preciso integrar a camada pobre da população na sociedade
Escrito por val às 14h27
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É possivél dizer que o Turismo Sexual é mais frequente no litoral
http://www.comciencia.br
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Escrito por val às 14h25
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As comidas típicas, as belas praias, o carnaval e os monumentos históricos não são os únicos elementos utilizados na propaganda turística sobre o Brasil. Para Maria José Bacelar Guimarães, coordenadora administrativo-financeira do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), a imagem da mulher brasileira associada à sensualidade também é muito freqüente nessas propagandas, o que colabora para o crescente número de visitantes que chegam ao país em busca do turismo sexual, especialmente no litoral do nordeste. Segundo alguns textos do Chame, a Bahia passou a se destacar na última década, como um dos pontos mais procurados na rota do turismo sexual e, por conseguinte, como um dos principais pontos do tráfico de mulheres para o exterior.
O Chame surgiu a partir de uma demanda do FraueninformationsZentrum (FIZ), o Centro de Informação para Mulheres da Ásia, África, América Latina e Leste Europeu, baseada na constatação do alto percentual de brasileiras envolvidas em casos de tráfico internacional de mulheres e na necessidade de estabelecer políticas de prevenção nos países de origem. O Chame foi implantado em Salvador/Bahia em 1994. A partir de 1997, foi instituído como projeto permanente de extensão do Neim (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher), da Universidade Federal da Bahia e, em 2001, tornou-se uma associação civil sem fins lucrativos. Maria José Bacelar Guimarães concedeu entrevista à ComCiência falando do turismo sexual e do tráfico de mulheres, e revelando a necessidade de conscientização e sensibilização da sociedade para as questões que envolvem essas práticas.
ComCiência - O que se deve considerar como turismo sexual? Maria José - O turismo sexual se caracteriza pelo deslocamento de homens de países ricos para países pobres ou em desenvolvimento, em busca de aventuras eróticas. Assim, é considerado turista sexual o estrangeiro vem ao Brasil com o objetivo específico de encontrar mulheres jovens ou adultas com as quais possa realizar fantasias sexuais. Mas esses homens não procuram profissionais do sexo, e sim garotas ou mulheres que os acompanhem durante sua permanência no país, não apenas atendendo sua expectativa sexual, mas servindo como guias, indicando desde pontos turísticos, até os locais mais seguros para que eles circulem sem que sejam explorados. Desse modo, o turismo sexual em geral vem acompanhado de outras condições, o que dá ao turista uma temporada no Brasil mais barata (porque não pagam guias turísticos, por exemplo), e livre de problemas (porque se sentem mais seguros).
Quando estudamos o turismo sexual estamos nos referindo a esses casos, que algumas vezes são uma porta aberta para o tráfico de mulheres. A migração feminina se configura como tráfico quando as mulheres são envolvidas emocionalmente para concordarem com sua saída do país e, ao chegarem no exterior, têm seus documentos apreendidos e são impedidas de deixarem os locais em que se encontram, enfim, quando sua liberdade de ir e vir é tolhida e a mulher permanece "presa" a uma pessoa ou a um grupo de pessoas. Alguns argumentam que o fato da mulher ter decidido livremente deixar seu país não caracteriza o tráfico. Entretanto, ao afirmarem isso, as pessoas não consideram um ponto importante: as circunstâncias em que a mulher concordou. Ou seja, de um modo geral ela desconhece, antes de sair do Brasil, as condições de vida que terá no país de destino e só ao chegar lá se defrontará com a dura realidade, que envolve discriminação, violência e abuso sexual, trabalho ilegal, escravidão, dentre outros. Há ainda um outro fator que também é decisivo nessa decisão: acalentamos o "sonho" de que o casamento com um estrangeiro, as perspectivas de um trabalho e a vida no exterior constituem em excelentes oportunidades para melhorar suas condições de vida. É evidente que esse sonho é alimentado pelo total desconhecimento das reais condições em que se vive como migrante em outro país, em especial em um país desenvolvido.
ComCiência - Como vêm se desenvolvendo
Escrito por val às 14h24
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Exploração de menores
http://www.adolec.br
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Escrito por val às 14h16
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A sociedade brasileira está se mobilizando para enfrentar a exploração sexual.
http://www.senado.gov.br
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Escrito por val às 14h15
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